Fé Alvinegra | Refugiados.

Refugiados.

01 . 09 . 1910

A Fé que une todos os povos

A fé que une todos os povos.

1.º de setembro, 1910.

Reunidos sob a luz de um lampião de gás, na esquina da Rua dos Imigrantes (atual José Paulino) com a Rua Cônego Martins, no Bom Retiro, os pintores de paredes Antonio Pereira e Joaquim Ambrósio, o motorista Anselmo Correia, o trabalhador braçal Carlos Silva e o sapateiro Rafael Perrone decidem fundar um novo time de futebol.

Quatro dias depois, numa reunião dos primeiros sócios, o time ganha o nome de Sport Club Corinthians Paulista e Miguel Bataglia é eleito seu primeiro presidente.

Após ser eleito, Bataglia discursou para os outros operários presentes no recinto:

Refugiados

Refugiados

13 . 10 . 1977

"O Corinthians vai ser o time do povo
e o povo é quem vai fazer o time."

Iniciada em 2011, a construção da Arena Corinthians, localizada no bairro Itaquera,
Zona Leste de São Paulo, demorou três anos para ficar pronta.

A inauguração foi em maio de 2014 e, logo depois, no dia 12 de junho, o estádio recebeu um jogo da Copa do Mundo.

“Bem-vindo ao Hospício” está escrito no corredor que conduz os adversários ao campo com o intuito de intimidá-los. Afinal, a capacidade é para quase 50 mil pessoas. Muito mais que só um bando de loucos, uma legião.
Uma nação de fiéis.

Corinthians | Time do povo

Mesmo dentro de tanta loucura há muita razão, respeito e sobriedade. Levando em conta a fundação do clube por trabalhadores humildes, muitos dos quais imigrantes, as raízes do Corinthians explicam por que até hoje é o Time do Povo e por que a Arena é a Casa do Povo.

A origem do time de futebol alvinegro justifica porque o departamento de responsabilidade social abriu as portas do estádio para receber refugiados do exterior. Imigrantes involuntários que precisaram deixar a pátria, seja por perseguição política, guerra, violação de direitos humanos ou até opressão econômica e encontraram, na Casa do Povo – a Arena Corinthians – um lugar para abrigar seus sonhos e chamar de casa.

Maria Cristina Morelli

Maria Cristina Morelli

De acordo com a assistente social Maria Cristina Morelli, coordenadora do projeto Centro de Referência para Refugiados da Caritás Arquidiocesana de São Paulo, hoje o Brasil registra cerca de quatro mil refugiados. Há aproximadamente 29 mil pessoas aguardando autorização do governo para entrar em solo nacional.

Maria relata que, após a chegada ao Brasil, boa parte dos refugiados passa os primeiros meses em abrigos até se mudar para áreas da periferia, como São Mateus, Arthur Alvim, Vila Prudente, São Miguel Paulista, Sapopemba, etc. Isso aproxima os refugiados do Corinthians porque notam que uma enorme quantidade de habitantes de São Paulo torce para a equipe.

É paixão à primeira vista.
Amor que bate na pele e se identifica.
Pura empatia.

“Ao saberem da tradição de time do povo,
logo essas pessoas – que vêm da Venezuela,
República Democrática do Congo, Mali, Angola,
Irã, Síria, dentre outros – se identificam
e se conectam com o Corinthians.”

(Maria Cristina, coordenadora do projeto Centro de Referência para Refugiados da Caritás Arquidiocesana de São Paulo)

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