A fé da superação.

A fé da superação.

01 . 09 . 1910

A Fé que une todos os povos

A fé que une todos os povos.

Leandro Alvares

Leandro Alvares

13 . 10 . 1977

Leandro Alvares dos Santos nasceu em Cotia, interior de São Paulo. No entanto, uma benzetacil mal-aplicada mudou para sempre a trajetória do corinthiano quando completou 18 dias de vida. Uma suspeita de infecção urinária, que não passava de alergia comum a fraldas, resultou em paraplegia.

O torcedor integrante da torcida organizada comparece a quase todos os jogos do clube, mas reconhece que muitas vezes se deparou em situações perigosas ao participar da torcida organizada. Contudo, foi na torcida que o cadeirante encontrou uma família que o protege e o ajuda a marcar presença na história do time.
O Corinthians é a vida dele.
Um rumo, um norte.

Leandro Alvares, cadeirante e torcedor fanático do Corinthians

A dedução mais simples seria a de que ver os jogadores em ação supre uma frustração motora. Afinal, futebol é praticado com as pernas.

“Eu não preciso de pernas para torcer;
basta minha voz para engrossar o coro.
O importante é fazer minha parte como
torcedor. Eu deveria saber falar sobre o que
sinto pelo Corinthians, mas se eu te perguntar
como é gostar daquilo que você mais ama, você
acha que encontraria as palavras? Te parece
possível descrever o próprio amor?
Se eu soubesse explicar, não seria amor.
Se os jogadores do Corinthians representam
minhas pernas em campo, pode ter
certeza que eu sou o coração.”

(Leandro Alvares, cadeirante e torcedor fanático do Corinthians)

Torcedor Felipe Martins

Felipe Martins

Felipe Barbosa Martins, de 19 anos, nem sequer olhava para o teclado de um antigo modelo de celular enquanto digitava freneticamente.
Em seguida, exibiu a tela minúscula do aparelho em que havia escrito:

“Amanhã, 1º de setembro, Corinthians,
mais um ano de vida.”

(Felipe Martins, autista e torcedor fanático do Corinthians)

Felipe Martins, autista e torcedor fanático do Corinthians

O jovem, portador de autismo clássico, comunica-se com o mundo externo apenas por meio de mensagens de celular.

Depois de diversas dificuldades nos primeiros anos de vida, o garoto contrariou as expectativas e se alfabetizou graças ao futebol e ao Corinthians.

Felipe exigia que comprassem o jornal de esporte sempre que saiam à rua. O futebol foi se tornando um norte e o assunto favorito na vida de Felipe. Foi ao observar o filho assistindo aos jogos, lendo matérias e navegando em sites que a mãe notou que a equipe em que ele mais vibrava era o todo poderoso Timão.

“Ele grita, chora e se emociona nas partidas.
Sei que é uma paixão na vida dele.”

(Denise de Oliveira, mãe do garoto Felipe, portador de autismo e torcedor fanático do Corinthians)

Torcedor Alan Fonteles

Alan Fonteles

Quem também honra a palavra superação ao pé da letra e carrega no peito o amor alvinegro é o atleta paralímpico, campeão em 2012,
Alan Fonteles.

Praticante de atletismo em provas de velocidade para amputados de 100, 200 e 400 metros, o sócio-torcedor comparece à Arena com frequência para aumentar o bando de loucos que prestigia os jogos.

“Em 2012 não só conquistei o ouro, mas o Timão
trouxe para casa a Libertadores e o Mundial.
Foi um ano mais que perfeito.”

(Alan Fonteles, atleta paralímpico e torcedor fanático do Corinthians)

Torcedor Caio Tadeu

Caio Tadeu

Em 2014, o Corinthians contratou Caio Tadeu Batista, de 29 anos, atleta de futsal Down, para dar o pontapé inicial de um jogo, para treinar com a equipe de campo masculino e para demonstrar que esporte é constituído de diversidade, variedade, respeito e persistência.

Torcedor Geraldo de Almeida Jr.

Geraldo de Almeida Jr.

Em 1976, o maior deslocamento humano em tempo de paz ocorreu. 70 mil corintianos foram ao Maracanã prestigiar o Corinthians em um jogo contra o Fluminense. A data histórica ficou conhecida como Invasão Corintiana e adivinha quem estava lá? Geraldo de Almeida Jr., hoje com 49 anos; e o pai, um típico metalúrgico do ABC Paulista.

Foi através da paixão corintiana do pai – que, inclusive, estava presente no estádio no título histórico de 1977 – que Geraldo descobriu uma paixão para toda a vida: torcer pelo timão até o último minuto. Superar a dor da sua perda é difícil até hoje, principalmente quando vê os ingressos históricos que o pai deixou de lembrança.

História do Torcedor Geraldo de Almeida Jr.

Em 1979, o pai de Geraldo bateu a cabeça ao passar mal e cair na empresa em que trabalhava. Faleceu aos 32 anos. Após a fatalidade, a mãe, dona Marta Santos, jurou dar sequência à tradição de levar o filho aos jogos do Corinthians.

Geraldo, professor e torcedor fanático do Corinthians

“Eu pego o trem, o ônibus e vou à Arena
sem saber se vamos ganhar ou perder,
mas nunca desanimo durante os 90 minutos
porque as aulas de história que vi no campo
ensinaram a me reerguer quando apanho.”

(Geraldo, professor e torcedor fanático do Corinthians)

Torcedor Walter Falceta Jr.

Walter Falceta Jr.

De acordo com o presidente do Coletivo Democracia Corinthiana, Walter Falceta Jr.,
54 anos, a primeira ata conhecida do Sport Club Corinthians Paulista data de 1913. Nela,
não havia restrições de classe a quem quisesse integrar o clube, como outras agremiações que exigiam que os membros fossem bacharéis ou ricos.

Assim foi fundado o Coletivo Democracia Corinthiana em 2016, para homenagear os primórdios do clube, combater o preconceito, driblar a segregação e buscar mais diversidade.

“É comum que exista uma avaliação
da Democracia Corinthiana destacada
da origem do clube, mas o conceito implantado
nos anos 1980 não surgiu do nada.
O solo do Corinthians sempre foi fértil
para que a semente da agregação popular
germinasse.”

(Walter Falceta Jr., jornalista e torcedor fanático do Corinthians)

Walter Falceta Jr., jornalista e torcedor fanático do Corinthians

O Corinthians é, sobretudo, feito pelo povo. Um coletivo que resgata a origem do movimento Democracia Corinthiana nos anos 1980 e busca, através da superação, abrir espaços para uma sociedade com menos desigualdade, merece ser exaltado.

“A gênesis, o DNA, o ethos do Corinthians
é essencialmente popular e democrático.”

(Walter Falceta Jr., jornalista e torcedor fanático do Corinthians)

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