Bruno BR

Bruno "BR"

Bruno BR

Do alto do Vidigal, Bruno BR tem um ponto de vista privilegiado do Rio, cercado por cores, latas de tinta, pranchas de surfe e pelo seu fiel escudeiro Bart. Artista plástico, grafiteiro, designer e fundador do FleshBeckCrew - o coletivo de arte urbana que colore as ruas do Rio desde o final dos anos 90 - BR é um nome de peso na cena carioca que assina desde exposições em galerias gringas a peças de roupa e "bombs" pelos muros da cidade. Uma referência para novos artistas e fãs de todas as idades.

Grafite de verdade é na rua

“Grafite de verdade é na rua - isso não mudou desde os anos 90.”

Quando a gente começou a pintar, as pessoas olhavam torto, não sabiam direito o que era e ficavam desconfiadas: "Ih, vai pichar!". Até hoje, a gente continua na rua pintando e procurando novos picos. O que mudou é que agora as pessoas gostam, elogiam, querem fazer no próprio muro. O Rio abraçou o grafite e o mercado percebeu o potencial e o poder de comunicação dessa linguagem, principalmente entre os jovens.

Tento criar uma linguagem própria

“Tento criar uma linguagem própria.”

Comecei a pintar com uma ideia e algumas referências do que eu queria fazer, mas isso foi evoluindo com o tempo. Busco referências em outras áreas, de pintores clássicos como Kandinsky e Picasso a grafiteiros como o Kaos. Às vezes, a capa de um disco, a embalagem de um produto novo ou uma combinação de cores pode inspirar a criar algo novo. Mas eu tento seguir o meu caminho e criar uma linguagem própria.

A mensagem principal do meu trabalho é a liberdade

“A mensagem principal do meu trabalho é a liberdade.”

Eu tento ser o mais livre possível no meu trabalho, não costumo levar esboço ou sketches. Combino cores e formas e crio o meu próprio mundo perfeito. Tenho total controle sobre o que é certo e errado. Na vida, não dá pra gente ter controle sobre tudo, mas, pelo menos dentro do meu trabalho, eu tenho. É liberdade, movimento e livre expressão.

“A gente já olha a rua escoltando onde quer pintar.”

Tenho trabalhado em muitos projetos no estúdio e acaba sobrando menos tempo pra ir pra rua. Mas domingo é o dia sagrado, como pra quem vai jogar uma pelada no final de semana. A gente se reúne pra pintar e já anda escoltando os muros pela rua. Sempre tem um ou outro murinho ali. Costumo pintar pelo Jardim Botânico, que é a nossa área. A gente brinca que é a gangue da Zona Sul, "JB Kings". Já pintamos muito pela ZN, Centro, Lapa, mas hoje a vida tá corrida e a gente fica mais por aqui mesmo.

Surfo e desenho desde que me entendo por gente.

“Surfo e desenho desde que me entendo por gente.”

O Rio proporciona a liberdade de poder surfar de manhã em São Conrado e dar um pulo na cachoeira do Horto depois. Você tem a cidade como um playground, pode se divertir à noite no Baixo Gávea ou no Gente Bem, sempre na rua.

Sempre tive relação com a moda

“Sempre tive relação com a moda.”

A minha mãe era estilista e tinha ateliê, então eu vivia cercado por revistas desde pequeno. A moda sempre fez parte da minha vida. O meu trabalho traz essa pegada, eu consigo adaptar o meu estilo e fazer uma linguagem da qual as pessoas gostam.

“O Air Max 90 é o que se encaixa melhor no meu pé.”

Pintar os tênis começou como uma brincadeira entre mim e o Scooby, e a galera curtiu muito quando a gente postou. Demos alguns pares para amigos e acabou criando um hype. Eu recebi mais de 300 mensagens de gente perguntando sobre o tênis. Fiquei amarradão com a repercussão!