Lea T

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A DELICADEZA REVOLUCIONÁRIA DO AMOR

Quando se conhece a biografia de Leandra Cerezo, é difícil não pensar em destino. Sua vida até a fama – que a transformou em Lea T, uma das modelos mais famosas do mundo – parece ter sido planejada com o objetivo de prepará-la para uma missão de vida.

Leandra nasceu Leandro, segundo filho de Toninho Cerezo, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. A carreira do pai levou Lea ainda bebê a Gênova, na Itália. No país, estudou Belas Artes e fez amigos no mundo da moda como o estilista Riccardo Tisci, cuja amizade lhe abriria as passarelas.

Crescer num ambiente familiar amoroso, rodeada de amigos, facilitou quando Leandro descobriu que seu gênero de nascimento não o representava. A fama como Lea, no entanto, trouxe o confronto inevitável com um mundo nem sempre receptivo. Leandra respirou fundo, encarou suas batalhas e se tornou porta-voz de uma geração de transexuais que vêm ganhando visibilidade inédita.

Aos 35 anos, Lea T encontrou paz de espírito na terra natal: vive em uma casa incrustada na Chapada dos Veadeiros, rodeada de natureza exuberante. Em suas próprias palavras, Leandra Cerezo se diz uma pessoa finalmente feliz e realizada. “Estou serena. Vivo num lugar maravilhoso, rodeado de pessoas especiais, tendo uma conexão com a natureza e com o Brasil. Estou amando até envelhecer.”

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INSPIRAÇÃO

Onde Lea busca para si e para os outros

“A partir do momento que você é popular, você vira uma voz. Eu tenho consciência de que sou uma voz. Mas acho que cada pessoa tem que ser sua própria inspiração, entender e aceitar sua beleza.”

“Meu pai é uma pessoa maravilhosa, tem um senso de humor incrível, que enche a casa. Foi à TV dizer que tem orgulho de mim e me trata como uma princesa. Imagine o que isso significa no meio do futebol.”

“Conheci Putanny e Katia, mulheres da etnia Yawanawá e as primeiras pajés da história. O trabalho de cura indígena delas é fantástico. Elas mostram a força feminina de uma maneira muito linda, fiquei encantada.”

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O CAMINHO

Escolhemos ou somos escolhidos?

“A gente não escolhe muito. Tem que ser forte para encarar o caminho que a vida apresenta.”

“Eu reprimia meu corpo, renegava certas partes. Mas tive a sorte de ter família e amigos apoiando. Tive uma vida cheia de amor, faço parte daquele 1% que tem muita sorte.”

“Também tive momentos muito difíceis, não foi um conto de fadas. Ter o mundo dando opinião sobre coisas íntimas suas o tempo todo não foi fácil. São marcas de guerra que a gente carrega.”

Lea T

MUDAR O MUNDO

A revolução silenciosa do confronto pacífico

“A gente não pode querer sair jogando pedra em quem nos odeia. Temos que perguntar: por que as pessoas são tão violentas? Porque sentem tanto ódio? Eu já discriminei, a gente faz isso porque foi educado a discriminar.”

“O amor ao próximo é o nosso maior poder, é por isso que tentam reprimir isso na gente.”

DISCRIMINAÇÃO

Inclusão, a maior de todas as causas

“Eu sofro discriminação por ser transexual, por ser negra e por ser mulher. Eu faço coleção. Eu também vivo o machismo.”

a missão

Quando esclarecer é a maior forma de amor

“Minha missão é informar – informar que eu estou aqui, que existo, que existem outras como eu e que queremos simplesmente amar e sermos amadas.”

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SÃO PAULO

Nas entranhas do monstro de concreto e aço não existe meio termo.
Só sobrevive quem se joga por inteiro

“São Paulo me forneceu muita informação para chegar aonde estou
agora, é uma cidade com uma riqueza humana imensa. Tenho um grande
carinho pela cidade e tenho grandes amigos aí.”

“Sou muito ligada à natureza, por isso adoro o Parque do Ibirapuera. Mas
a Selva de Cimento também tem um charme inegável, por isso gosto muito
do Centro, da Vila Madalena, de Pinheiros.”

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