Mais que pele,
pertencimento:
A visão racial de Raniele. Negro de pele clara, meio-campista
do Corinthians vê dialogo como foco
na luta racial
?Você se identifica como uma pessoa negra??
Em um país que viveu uma forçada miscigenação, essa é uma
pergunta comum às pessoas não brancas. Hora vinda de terceiros,
por vezes diante do próprio espelho. Reconhecer-se pertencente
a uma identidade é uma construção diária. Não para Raniele, meio-
campista do Corinthians.
Negro de pele clara, ele jamais teve qualquer dúvida sobre a própria
identidade racial. Muito por conta da própria família, formada em
sua maioria por negros de pele escura. Aos 27 anos, Raniele
traz consigo a certeza de que faz parte da luta por um futebol
mais diverso.
" Minha família inteira, exceto minha mãe, todos são negros.
Eu nunca parei pra pensar, pô, sou negro, sou pardo, sou moreno
e tal. Sempre me vi e sei que sou negro.
Me identifiquei a partir do momento que me entendi por gente.
Vi que eu precisava participar disso também, precisava fazer parte
disso. Então, acho que é uma parte muito importante da gente ter
essa conscientização até para conscientizar mais pessoas."
Transformar a conscientização individual em algo coletivo é, para
Raniele, o principal desafio no cenário futebolístico. Muito por conta
da carga de treino, mas também pelo pouco acesso que os atletas
possuem para uma conversa mais ampla e franca sobre o tema.
Em um país que viveu uma forçada miscigenação, essa é uma
pergunta comum às pessoas não brancas. Hora vinda de terceiros,
por vezes diante do próprio espelho. Reconhecer-se pertencente
a uma identidade é uma construção diária. Não para Raniele, meio-
campista do Corinthians.
Negro de pele clara, ele jamais teve qualquer dúvida sobre a própria
identidade racial. Muito por conta da própria família, formada em
sua maioria por negros de pele escura. Aos 27 anos, Raniele
traz consigo a certeza de que faz parte da luta por um futebol
mais diverso.
" Minha família inteira, exceto minha mãe, todos são negros.
Eu nunca parei pra pensar, pô, sou negro, sou pardo, sou moreno
e tal. Sempre me vi e sei que sou negro.
Me identifiquei a partir do momento que me entendi por gente.
Vi que eu precisava participar disso também, precisava fazer parte
disso. Então, acho que é uma parte muito importante da gente ter
essa conscientização até para conscientizar mais pessoas."
Transformar a conscientização individual em algo coletivo é, para
Raniele, o principal desafio no cenário futebolístico. Muito por conta
da carga de treino, mas também pelo pouco acesso que os atletas
possuem para uma conversa mais ampla e franca sobre o tema.
A conversa entre os jogadores acontece, principalmente quando
ocorre algum caso. Acontece mais nesses momentos. Mas é
totalmente necessário que a gente escute mais, aprenda mais e se
prepare mais. Até para saber agir.
Eu acredito que o Corinthians está se identificando dessa maneira
quando a gente está buscando se atualizar, buscando conselhos de
como fazer tal coisa e abrir espaço para isso, é um dos exemplos.
Consciente de que ainda há um longo caminho a ser percorrido por
atletas, dirigentes, torcedores, torcedoras e jornalistas, Raniele vê
no diálogo a forma mais efetiva para acelerar o processo na
construção de um futebol e um mundo mais harmônico.
Não tem fundamento algum uma pessoa ser discriminada pelo tom
da pele. Acho que uma das maneiras da gente diminuir é
conscientizar as pessoas, falar mais, expor mais. A gente precisa
que todo mundo saiba que isso é errado. Precisa criar filhos e netos
que vão crescer e vão respeitar outras pessoas.
A parte da gente se posicionar se refere muito a isso também.
Tentar mostrar para as pessoas que ninguém merece ser
discriminado pela cor da pele. Texto por Elton de Castro
Observatório da Discriminação Racial no Futebol
ocorre algum caso. Acontece mais nesses momentos. Mas é
totalmente necessário que a gente escute mais, aprenda mais e se
prepare mais. Até para saber agir.
Eu acredito que o Corinthians está se identificando dessa maneira
quando a gente está buscando se atualizar, buscando conselhos de
como fazer tal coisa e abrir espaço para isso, é um dos exemplos.
Consciente de que ainda há um longo caminho a ser percorrido por
atletas, dirigentes, torcedores, torcedoras e jornalistas, Raniele vê
no diálogo a forma mais efetiva para acelerar o processo na
construção de um futebol e um mundo mais harmônico.
Não tem fundamento algum uma pessoa ser discriminada pelo tom
da pele. Acho que uma das maneiras da gente diminuir é
conscientizar as pessoas, falar mais, expor mais. A gente precisa
que todo mundo saiba que isso é errado. Precisa criar filhos e netos
que vão crescer e vão respeitar outras pessoas.
A parte da gente se posicionar se refere muito a isso também.
Tentar mostrar para as pessoas que ninguém merece ser
discriminado pela cor da pele. Texto por Elton de Castro
Observatório da Discriminação Racial no Futebol